Utentes do Centro de Saúde da Póvoa, Forte da Casa e de Vialonga “deslocados” para CS de Alverca
Utentes não querem fecho da Urgência
Espanto e revolta são os sentimentos predominantes entre os utentes do Centro de Saúde da Póvoa de Santa Iria, em Vila Franca de Xira, confrontados com o anúncio de encerramento, a partir de hoje, do Serviço de Atendimento Complementar.
As Urgências vão fechar aos fins-de-semana (com funcionamento das 9h00 às 13h00) e às 20h00 nos dias de semana. Devido à falta de médicos para manter dois serviços em simultâneo, 60 mil utentes da Póvoa de Santa Iria, Vialonga e Forte da Casa passam a ter de se deslocar ao Centro de Saúde de Alverca.
Moradora na Póvoa de Santa Iria, Ângela Agante – que ontem de manhã acompanhou a mãe, Ema, à consulta – reage com incredulidade: “Desde quando o Centro de Saúde de Alverca atende os utentes da Póvoa? Não é possível.” O risco de sobrelotação da unidade de Alverca, com 50 mil utentes, também foi sublinhado, em comunicado, pelo CDS-PP local.
Durante a semana, a Urgência do Centro de Saúde da Póvoa funcionava entre as 17h00 e as 22h00. Passa agora a encerrar às 20h00. “Os idosos e as pessoas que não têm automóvel são quem vai sofrer mais”, lamenta Maria da Conceição Mendes, notando que, à noite, o único transporte público para Alverca é o autocarro que passa na EN10. Já Ana Novais, que acompanhou a filha à vacina, prevê que “as pessoas vão preferir ir logo ao hospital”.
No Centro de Saúde da Póvoa de Santa Iria e nas unidades de saúde familiar de Vialonga e Forte da Casa trabalham dez médicos. Nas unidades de Alverca, Alhandra e Arcena prestam serviço 15. “Não era possível manter o atendimento complementar na Póvoa com apenas 10 médicos. Decidimos juntar os 25 em Alverca, pois é a zona mais central”, explica a directora dos centros de Saúde de Vila Franca de Xira, Marília Alves, receando não ser possível mantê-los a todos durante muito mais tempo: dois devem reformar-se até fim do ano e aguardam-se mais duas aposentações.










Deixe o seu comentário!